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Uma fotógrafa de famílias e casamentos muito grata por ter 27 fotos premiadas este ano!  :)

 

Para um fotógrafo, saber que teve fotos premiadas em um concurso de fotografia é um momento de muita alegria mas também de reflexão profunda.  É um momento em que, com certeza, todos fazemos um balanço da carreira desde o princípio avaliando os erros e acertos. Momento de gratidão e impulso.

Imagens sempre fizeram parte da minha vida. Minhas primeiras lembranças são de uma projeção do Mickey em 8mm.  Eu adorava brincar de cinema no corredor! Ficava encostada na porta do quarto dos meus pais com o aparelho na minha frente e projetava o filme lá no final daquele imenso corredor escuro na porta da sala.

Um tempo depois nos mudamos para a casa dos meus avós e viramos uma grande família. Aquela casa foi cenário de muitas brincadeiras de infância e o lugar mais fascinante era a biblioteca, que até hoje, aparece nos meus sonhos. Foi lá que meu avô me ensinou a ler, bem antes de eu entrar no colégio, e me ensinou a jogar xadrez! E naquela biblioteca, meu encantamento com as imagens só cresceu com os anos. Eram slides, álbuns com fotografias, rolos e mais rolos de filmes de família e desenhos infantis…  Eu ficava horas brincando de projetar! E alternava brincadeiras de livraria e sala de cinema!

Como não poderia ser diferente passei toda vida acadêmica e profissional rodeada e textos e imagens. Segui a carreira de jornalista de TV e após muitos anos segurando uma vontade interna enorme resolvi mudar de vida e me dedicar exclusivamente ao que realmente me realizava.

Não me tornei fotógrafa da noite pro dia. E isso é uma coisa que vivo puxando a orelha de alguns amigos que resolveram seguir a carreira.  Fiz muitos cursos ao longo de alguns anos antes de colocar meu primeiro site no ar, de fazer identidade visual e de publicar nas redes sociais que sou fotógrafa.

Ser fotógrafo não é ter menos responsabilidades que um médico. Obviamente que não lidamos com vida e morte. Trabalhamos com instantes, com sonhos. E estragar um sonho de alguém, por não ser um profissional habilitado, é uma espécie de assassinato. São danos em diferentes esferas. Danos. E ninguém quer causar isso a ninguém, né?

Toda profissão é importante e necessita de muito estudo e atualizações. E um conselho para quem está começando ou está meio desanimado. Quer ser fotógrafo? Seja o melhor. Seja a melhor versão de você mesmo. E só vá para o mercado com uma base de sustentação sólida.

 Como me especializei em fotografia de casamento

Quando resolvi mudar de vida completamente, e pedi demissão de um emprego dos sonhos para muitos jornalistas, tinha tanta certeza dentro do coração que nem por um segundo me arrependi da minha escolha.

Resolvi ir pros Estados Unidos descansar e lá comprei minha primeira camera DSLR, analógica (Nikon N80). Aquela dúvida de quem inicia: Canon ou Nikon? Nikon! Por que? Não sei. Só sei que foi assim! (rsrsrs..) E de lá pra cá passaram pelas minhas mãos alguns modelos de Nikon e com a marca permaneço e não pretendo mudar!

Fotografar com uma camera analógica é uma tarefa cirúrgica. Você tem que saber exatamente o que fazer. E se você entende tecnicamente mais ou menos, o resultado é um só. Um desastre.

Aprendi na prática que eu era péssima. Após pegar as fotos na revelação eu era a decepção em pessoa. “Na época da faculdade não eram tão ruins…”  Vi que teoria precisa ser praticada. Por mais alfabetizada visualmente que eu fosse desde cedo, eu precisava ter o conhecimento técnico da máquina. A camera tem que ser extensão do nosso corpo. Como quando dirigimos um carro e apertamos os pedais, giramos o volante, trocamos a marcha, olhamos pelos espelhos… tantos mecanismos que fazemos automaticamente! Tem que ser assim!

Sou obcecada por fazer as coisas direito. E resolvi realmente aprender a fotografar. Fiz o curso básico, estudei sozinha, comprei muitos livros, continuei com muitas dúvidas e fiz novamente o básico pra aprender bem aprendidinho.

Continuei estudando, alguns anos passaram, fiz muitos e muitos cursos até me especializar em fotografia de casamento (já na fase digital). E percebi que ali eu conseguiria fotografar várias especialidades num único dia! Decoração, arquitetura, paisagem, produto, retrato, fotografia de casal, fotografia de família, fotojornalismo…

Um fotógrafo de casamento precisa se especializar e muito para realizar um bom trabalho. E eu acredito que um fotógrafo de casamento fotografa bem qualquer coisa nessa vida. Este é o ramo mais complexo de todas as especialidades da fotografia. E talvez por eu não gostar de coisas simples e estar sempre em busca de grandes desafios tenha me apaixonado à primeira vista por essa fascinante categoria.

Os preparativos para um casamento  se iniciam praticamente um ano antes do evento e envolvem um número enorme de fornecedores. Uma quantidade considerável de pessoas de ambas as famílias, incluido os convidados estão na expectativa para que tudo dê certo. Uma quantia considerável de dinheiro foi investida no grande dia.  Os sonhos de um casal estão em jogo e eles esperam fotos magníficas desse ritual de passagem. Um dia em que o fotógrafo vira super herói para documentar todas as etapas, do making of ao final da festa, registrando os melhores momentos através da sua interpretação, do seu olhar.

 

E como a fotografia de família surgiu na minha vida?

A fotografia de família é uma extensão natural da fotografia de casamento. Os casais se conhecem, casam e formam família. Não que para formar família seja necessário procriar. Um casal que se une já é uma família. Uma pessoa com seu pet também, porque animal de estimação  é parte da família.  Pra mim, se tem amor envolvido… pronto! Temos uma família!

Então, surgiu essa necessidade de documentar as famílias além do wedding. Foi um chamado do coração que não sei explicar bem. Seja casais, pessoas com seus pets, gestantes ou a grande hora do nascimento do bebê. Esses momentos estão tomando conta dos meus dias cada vez mais e estou agendando menos casamentos que nos anos anteriores. Este ano recebi 27 prêmios de fotografia de família em diferentes concursos das associações internacionais de fotografia:

2nd LIFESTYLE PHOTOGRAPHERS AWARDS (LSP)  –  (8 prêmios)

1st LIFESTYLE PHOTOGRAPHERS AWARDS  (LSP) – (11 prêmios)

5th INSPIRATION FAMILY AWARDS (2 prêmios)

FPJA category BIRTHING (3 prêmios)

FPJA category MEAL TIME (1 prêmio)

FPJA category FAMILY OUTINGS (1 prêmio)

FPJA category OUTDOOR PLAY (1 prêmio)

 

Qual o impacto de um prêmio na vida do fotógrafo?

Sem abandonar a fotografia de casamento, apenas diminuindo o ritmo,  sigo por um novo caminho, onde só há espaço para amor e espontaneidade, que é a fotografia documental de família. Fico muito feliz em ter conseguido todas essas premiações, que são a certificação de que estou fazendo um trabalho de qualidade e de reconhecimento internacional.

Agradeço demais a confiança dessas famílias no meu trabalho. Pessoas repletas de entusiasmo e disposição para serem registradas em seus momentos felizes em família. Agradeço a tanta gente que me apoiou e me apoia e principalmente ao meu professor e coach Vinicius Matos, que desde o início da minha carreira me mostrou que preciso acreditar nas minhas potencialidades e me incentivou a enviar minha primeira foto pra concurso: “ Essa fotografia do gato é digna de prêmio, uai!”  E foi meu primeiro prêmio na fotografia de casamento, justo um Fearless, de uma das mais importantes associações internacionais! Obrigada por tudo, Vinícius! E obrigada Universo, por me dar tantas oportunidades de documentar lindas histórias que passam pela minha vida! Que venham as próximas!

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Claudia Ruiz é fotógrafa do Rio de Janeiro (RJ), premiada nacional e internacionalmente pelas maiores associações de fotografia de família e casamento do mundo.

A fotógrafa é especializada em fotografia de família, gestante, parto, pre wedding, casamento e pet

 

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